Serra Gaúcha da uva e do vinho: Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo.

Quem ainda não conhece as delícias da Serra Gaúcha colonizada pelos Italianos, deve conhecer. E quem faz tempo que não vai, recomendo voltar e quem sabe criar o hábito de ir pelo menos uma vez ao ano. Até porque a região é grande como o coração da Nona e precisa-se ir muitas vezes para conhecer todas as vinícolas e cantinas e demais atrativos.

HOSPEDAGEM:

– MONTE BELO DO SUL: Na minha visita mais recente à Serra do Vinho, escolhi ficar na cidadezinha de Monte Belo, vizinha a Bento Gonçalves e que fica no topo do Vale dos Vinhedos; e posso dizer que valeu a pena. Foi uma das minhas melhores experiências por lá.

Como de costume, utilizamos do Booking para encontrar a hospedagem. Como a cidade é pequena e não possui hoteis, escolhemos uma casa com vista para o vale com uma valor de diária de R$ 140.00 para casal (a casa comporta mais pessoas, mas o valor muda um pouco; podem me pedir o telefone da dona que passo inbox no insta).

Monte Belo é uma cidadezinha com uma população de 3 mil habitantes. Possui uma praça linda e charmosa; Tem até um chafariz de vinho hehehe. Um chima por ali na manhã vale muito e quem sabe você ainda pega o horário da missa, que tal?

A boa sacada de ficar em Monte Belo é a possibilidade de fazer um passeio de bike pelas redondezas num trajeto de 18km pelo interior em meio aos parreirais. Foi o que fizemos e a experiência é muito bacana pois é a melhor maneira de se integrar com o ambiente. Abaixo falo mais da “biketerapia”.

Dica de restaurante em Monte Belo: NONNA METILDE

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O restaurante da Nonna Metilde é maravilhoso, com a comida típica italiana toda servida na mesa.

Entrada de copas, salames e queijos. Sopa de capeletti e tudo que há de gostoso na foto abaixo:

O rodízio completo fica a R$ 58,00 por pessoa e vale cada centavo.

 O Restaurante fina na rua Sagrada Família, bem no centrinho de Monte Belo do Sul. 

 

– BENTO GONÇALVES: Para quem quer ficar nesta cidade, o hotel mais badalado é o Dall’Onder. É um hotel bem grande com uma baita estrutura, mas você também pagará por isso. O custo de uma diária num quarto para casal simples fica a partir de R$ 400,00 na temporada. Segue o site deles:

https://www.dallonder.com.br/bento-goncalves/grandehotel/

 

– PINTO BANDEIRA: Essa cidadezinha fica para os lados dos Caminhos de Pedra e aqui eu recomendaria o hotel pousada Fornasier, que possui um restaurante ótimo funcionando a noite (como fica fora da cidade e provavelmente durante o dia tu visitará vinícolas e de provinha em provinha a noite tu não terá condições de sair para jantar, então um restaurante bacana no próprio hotel tem seu valor). A pousada tem arquitetura de castelinho, muito dentro do encanto esperado no vale dos vinhos. As diárias giram em torno de R$ 200,00.

Segue o site deles: http://pousadafornasier.com.br/pousada.html

 

O QUE FAZER ALÉM DE BEBER VINHO E COMER QUEIJO COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ?!

Nessa última estada, priorizamos um desejo antigo, pedalar em meio aos vinhedos. Aí veio a importância de ficar em Monte Belo, pois saímos de nossa hospedagem e seguimos em sentido ao interior da cidade, fazendo o roteiro conforme a foto/mapa abaixo:

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Foram 18 km de subidas, descidas e muitas paradas pois afinal de contas era um pedal para vivenciar e não para competir, modo passeio. Com isso levamos em torno de 3 horas.

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As paisagens são de simplicidade pura e para mim uma volta ao passado, tudo muito familiar embora minha família plantasse soja e não uva.

Paramos em duas vinículas, a primeira da Família Tasca que já na estradinha de acesso vende um engradado de vinho com a beleza do lugar e quando chega vende outro com o seu museu onde conta a história de seus antepassados.

Depois atravessamos a propriedade da Miolo (minha preferida) e saímos na RS 444 no coração do Vale dos Vinhedos.

Importante levar para a pedalada, água e um gps. A dica é ter um aplicativo de gps que funcione off line, pois se tratando de interior não é recomendado esperar que a internet funcione.

E para quem não tem bike para levar, tem um passeio que é oferecido e acompanha o aluguel de bikes, segue o site: https://www.dallonder.com.br/cicloturismo

No mais, esse passeio é imperdível, veja a minha carinha de felicidade após a biketerapia no Vale dos Vinhedos:

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VINÍCOLAS e CANTINAS PRINCIPAIS:

Bom, eu pensei em dividir por regiões, penso que assim fica mais fácil para aproveitar melhor o tempo.

A dica principal é ter como regra a programação, se tu fores nos finais de semana e não quer agendar visita para não se comprometer, o melhor a se fazer é deixar as vinícolas grandes para visitar nos domingos, como por exemplo a Miolo abre de segunda a segunda, as cantinas pequenas como as da Estrada do Sabor não abrem aos domingos.

VALE DOS VINHEDOS:

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As principais vinículas do Vale dos Vinhedos:

MIOLO RS 444 Km 21 • Vale dos Vinhedos

ALMA ÚNICA RS 444, Km 17,35 – Vale dos Vinhedos 

CASA VALDUGA  Via Trento 2355 – Linha Leopoldina

O Vale dos Vinhedos localiza-se no triângulo (imediações da RS 444 é formado pelas cidades de  Bento Gonçalves, Monte Belo e Garibaldi.

MIOLO: Além da visitação da vinícola, o grupo Miolo oferece a experiência de um piquenique chique, o Wine Gardem da Miolo. É uma excelente sacada da Miolo, que adora oferecer experiências incríveis aos seus clientes; a vinícula também possui um hotel spa (com uma estadia maravilhosa mas salgada, de cerca de R$ 1.500,00 a diária) que é sucesso, e agora de uns dois invernos para cá investiu em ajudar o povo a fazer um piquenique chique nas dependências da vinícola, comercializando tábua de queijos, copas e coisinhas “más”, pizzas, demais gulozeimas italianas e é claro vinhos. Vale muito investir umas horinhas por ali, o clima é ótimo.

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custos: vinho Almadém R$ 38,00, tábua R$ 72,00; também é sucesso por lá a pizza de 6 pedaços a um custo de R$ 28,00
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O Wine Gardem é uma ótima pedida no verão também, nessa época os platános tem a função de fazer a sombra.

E para a noite sugiro atravessar a RS 444 e jantar no restaurante do Hotel/spa da Miolo. É uma excelente pedida aos pombinhos. O lugar é bem bacana, com música clássica ao vivo no piano. A emoção também fica por conta do vinho é claro.

 

ALMA ÚNICA: Fica um pouco antes da Miolo para quem vem de Bento e vale a pena chegar, nem que seja somente para ver os seus parrerais, já que o vinho deles é um dos mais carinhos, mas com uma qualidade incontestável; é uma das vinícolas mais jovens da região.

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nas dependências da ALMA ÚNICA

 

CASA VALDUGA: A Casa Valduga é a minha segunda preferida. O ambiente é bacana e por vezes eles abrem o espaço ao lado da loja e instalam as chopeiras, isso mesmo chopeiras! a Valduga também está fazendo cerveja e muito boa por sinal, a Leopoldina. Cerveja artesanal da melhor qualidade.

Se quiserem degustar um espumante por ali mesmo, tem um lugarzinho especial para ficar sentadinho e apreciando todas as notas do especial Valduga.

 

RESTAURANTE E ARMAZÉM NONNO MADIERO NO VALE DOS VINHEDOS: Esse restaurante serve a mesma ideia da Nonna Metilde, entrada com sopa, embutidos e a típica comida italiana na mesa. Tudo muito gostoso com um custo de uns R$ 50,00 por pessoa.

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esse queijinho gratinado é dos Deuses, opa Nonnos.

 

CAMINHOS DE PEDRA: Esse roteiro se inicia nas imediações da cidade de Pinto Bandeira e existe desde os anos 80, quando foi feito um levantamento e notou-se que o lugar possuía a maior quantidade de casas antigas e de fácil acesso da região, e assim se começou a explorar turisticamente.

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Abaixo minhas sugestões principais do lugar:

CASA DA OVELHA:

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mesmo tendo ovelhas no sitio dos pais não resisti e me candidatei para alimentar esta gracinha; imagina a felicidade das crianças que nunca tiveram contato com esse bichinho tão fofinho.

A casa da ovelha é o lugar perfeito para levar a família e acompanhar a vida no campo, dar mamadeira para as ovelhinhas e ainda provar um dos melhores queijos na minha opinião, feito com leite de cabra. Possui uma loja na frente bem servida de produtos da produção da casa mesmo; na parte superior faz uma degustação em grupos e nos fundos tem acesso fácil a fazenda para ver as ovelhinhas.

Para mais informações visite o site: https://www.casadaovelha.com.br/

CANTINA STRAPAZZON:

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A Cantina Vinícola, construída pelos imigrantes italianos em 1875, feita com pedras, barro e esterco de animais e madeira. Tão linda e original que serviu de cenário para o filme “O Quatrilho”. Faz o tradicional atendimento de vinícolas pequenas, feita pelos donos que oferecem provas dos produtos que comercializam ali mesmo, vinhos, geleias e queijos.

Se tiveres mais tempo para ficar pelo Caminho de Pedras, podes fazer outras cantinas, visitei todas numa tarde, mas escolhi essas duas, Casa das Ovelhas e a “Cantina do Quatrilho” como imperdíveis.

Segue site com mais informações: http://www.caminhosdepedra.org.br/?page_id=271

ESTRADA DO SABOR:

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A estrada do Sabor começa nas imediações do Vale do Vinhedos e vai até Garibaldi; usamos dessa estrada para voltarmos para casa indo em direção a Capital.

Essa estrada assim como o nome diz tem como atração dirigir entre as cantinas que abrem suas portas para apresentar e comercializar seus produtos; por ali fiz um rancho de geleias.

Esse passeio recomendo ao sábado ou domingo de manhã, as cantinas não abrem domingo a tarde… hora de descanso da nona rsrs.

A estrada em si já é uma tração e por muitas vezes paramos para admirar parreirais e laguinhos que fomos avistando ao longo do caminho.

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partes asfaltadas
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grande parte do caminho é com estrada de chão batido, mas bem tranquilo
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ao longo do passeio pela estrada do sabor, você vai percebendo os segredos do nono, esse aqui instalou uma irrigação do açude para os parerais com a mangueira atravessado a estrada, tudo tão simples e funcional.
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Os plátanos tem uma importância muito grande para quem produz vinho, são eles que dão sustentação aos parreirais.
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e o que achei fantástico é que eles absorvem naturalmente (sem serem perfurados) os arrames de sustentação.

As principais Cantinas a serem visitadas:

FAMÍLIA OLIR BRUGALLI: Fica num elevado e assim tem uma boa vista do vale. A Família tem uma empresa de embutidos.

FAMÍLIA MARIANI: Produção orgânica de vinho e geleias, sem aditivos que agridem o meio ambiente; achei tudo muito interessante.

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Aqui as pipas são de polipropileno

Essa família oferece um passeio de carroça pela propriedade, algo bacana para quem nunca teve vida de colono – não é o meu caso, pois até dormia numa quando criança, quando acompanhava meu pai na lida da lavoura. Isso tem um custo de R$10,00 podendo assim colher frutas e comer na hora.

FAMÍLIA VACCARO:

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Essa família além de oferecer e claro comercializar o seu vinho, oferece uma volta ao passado te levando ao museu do nono que fica no porão.

Aqui o que achei mais lindinho é a residência que fica ao lado, essa simpática casa antiga.

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OSTERIA DELLA COLOMBINA:

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E por último, se tu fores iniciar o passeio partindo do Vale dos Vinhedos em sentido Garibaldi, vai estar esta Osteria; a recomendação é de um almoço no domingo, funciona no porão da família e ali tudo de bom que a culinária italiana inventou de bom será servido.

PASSEIO DE MARIA FUMAÇA: Outra atração imperdível na Serra do Vinho é pelos trilhos, a bordo da Maria Fumaça. Uma viagem cultural ao passado.

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Nas paradas em Bento e Garibaldi é oferecido vinho, sucos e espumantes e até rola um carteado, hehehe, tudo encenação.

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O passeio inicia em Bento, faz parada em Garibaldi e termina em Carlos Barbosa. O tempo total de duração é de 2h: 1h30 min  de trem e 30 minutos da volta de ônibus.

O custo do passeio é de R$ 136,00 por pessoa no inverno e no verão em baixa temporada R$ 96,00. Crianças menores de 5 anos não pagam quando acompanhadas de dois pagantes.

O endereço de partida e compra do passeio.

Rua Duque de Caxias, s/n – Cidade Alta,
Bento Gonçalves – RS

Também existe um passeio que é vendido a Maria Fumaça com a visitação do Parque da Epopéia, onde é apresentado um teatro da imigração italiana, esse tem maior duração, de 5 horas.

A empresa exclusiva que o opera os passeios é a Giordani e é preciso fazer reserva antecipadamente. Segue o site deles: https://www.giordaniturismo.com.br/mariafumaca/

DICAS A MAIS:

VINÍCOLA SALTON: Essa vinícula vale também a visita, mesmo que seja um pouco mais afastada das demais, mas é conhecida no Brasil todo pelos seus deliciosos espumantes, eu sou fã do Moscatel deles. Além do que investiram muito na beleza do lugar, parece um castelo. E assim como todas as vinícolas irão te apresentar a produção e contar um pouco da história, tudo coisa boa de se ouvir,

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Rua Mário Salton, 300 – Distrito de Tuiuty
Bento Gonçalves – Rio Grande do Sul

 

Bom Fridinhos e Fridinhas, espero que incorporem o espírito italiano e se deixem levar para curtir bastante tudo o que Serra do vinho tem a oferecer.

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2 comentários em “Serra Gaúcha da uva e do vinho: Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo.

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    1. Oi Débora!
      Tudo certo e contigo?
      Desculpa a demora em responder…
      Se fores ficar só pelo Vale dos vinhedos em Bento Gonçalves, 2 dias são suficientes, mas se tiveres mais dias para conhecer as cidades próximas como Garibaldi, Veranópolis, Flores da Cunha, Nova Prata… tem muitos cantos lindos por essas cidades. Estarei indo no final de semana do dia 17…então terei mais dicas 😁.

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