Machu Picchu: trem e cidadela.

Machu Picchu, uma das sete maravilhas do mundo moderno, foi elevado a categoria de Patrimônio Mundial da Humanidade, sendo assim um dos destinos mais importantes no mundo. O local é o símbolo maior do Império Inka.

Existem diversas teorias do que de fato era Machu Picchu. Alguns historiadores dizem que se tratava de uma espécie de universidade para aprender a trabalhar com pedras e agricultura. Outros dizem que era um local de adoração a Deuses e outros ainda dizem que se tratava de um local para estudos e observações astronômicas. No entanto ainda não há consendo sobre o assunto.

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A perfeição do encaixe dessas pedras é de cair o queixo.
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Outra curiosidade é que as pedras que formam as ruinas não são iguais e nem similares as pedras que tem na região. Presume-se então que foram trazidas de longe para o alto da montanha; imagina o grau de dificuldade. Sem dúvidas, foram mentes brilhantes que arquitetaram e construíram esse império inka.

E como ir de Cusco a Machu Piccu?

Machu Picchu fica no topo de uma das montanhas de Águas Calientes a 74 km de distância de Cusco.

Para os aventureiros, indico fazer uma das trilhas para chegar a Machu Picchu (não que eu não seja aventureira hehe, mas como já tinha subido o monte de Chacaltaya, feito downhill na estrada da morte, subido e descido as ladeiras de La Paz e isso tudo na mesma semana e a viagem sendo de apenas 10 dias não cabia ainda uma trilha Inka no roteiro).

Mas como ia dizendo, existem várias trilhas até Machu Picchu:

– A mais famosa é a chamada trilha Inka, que se faz em 4 dias com a média 10/15 km de caminhada por dia. Seu início é em Ollantaytambo e conta com uma estrutura nos pontos de descanso/acampamento. Se tiveres esse tempo de 4 dias (e preparo físico) acho que deve ser bem bacana.

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foto do trecho da trilha Inka visto do trem

– Existe ainda uma outra trilha alternativa que se inicia na base do Humantay.

– Para aqueles que não tem tanto tempo disponível podem fazer somente a subida da montanha de Machu Picchu a pé. Deve levar cerca de 2 horas pois são 9km; mas não esqueça que é uma montanha e exige bastante preparo, embora a altitude não seja tão elevada, pois Machu Picchu fica a 2430 metro de altitude – o que não é pouco, mas comparados aos sufocantes 5395 metros de Chacaltaya, é fichinha.

Outro esforço físico que pode ser feito mas é mega concorrido (o qual nem tivemos chance de escolha pois meses antes já estava esgotado) é a subida/escalada roots/perigosa (já houve até mortes) da montanha Huayna Picchu. Mas me serviu de consolo um relato lido de que é um baita esforço de duas horas quase desnecessário pois a vista não é tão maravilhosa assim.

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entrada da trilha para Huayna Picchu (montanha ao fundo), onde é preciso apresentar o ticket para esse trecho (paga-se a entrada do parque e mais essa trilha separadamente) Este portão fica em meio a cidadela, então se precisa no mínimo 1 hora até chegar a ele, isso depois de passar a entrada da cidadela.

img_0234Como pode-se ver na placa acima são apenas 200 pessoas por turno que podem subir a montanha. Dizem que há trechos em que é preciso se agarrar nas pedras para não cair; em 2010 morreram ali um guia e uma turista.

Mas não vá pensando que as horas (ao menos 3h) em que se precisa para conhecer a cidadela são de pura tranquilidade; é um sobe e desce de escada que considero equivalente a uma semana de academia.

Bom, segue agora o relato da minha experiência de Machu Pichu:

Como ficamos hospedados em Cusco para fazer outros passeios, fomos de trem até Águas Calientes. Não é o modo mais barato de ir até lá (há também a opção de ir de van + caminhada), mas é o jeito mais bonito.

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Eu tinha uma missão de tirar uma selfie boa quando o trem fizesse uma curva e então o pegaria como fundo… foram várias tentativas, quando eu ficava bem o trem sumia, hehe. Para rir um pouco, seguem os testes:

O longo caminho percorrido pelo trem na grande maioria é na beira deste rio, o que torna mais bonita a paisagem.

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Existem ao menos duas empresas de trem que oferecem o passeio. Escolhemos a Peru Rail que tinha os melhores horários para fazer um bate-volta no mesmo dia.

Como os horários variam bastante, indico pesquisar no site das empresas:

http://www.perurail.com

http://www.inkarail.com

A Peru Rail, a qual escolhemos, possui 3 classes de trem:

– a top de linha é a Hiram Birgman (caríssima)

–  o Vista Dome que é intermediária, possui as janelas maiores e o teto também possui vidros e com serviço de bordo (nos serviram um sanduíche, chá, café e suco na ida e na volta um bolo e café, chá e suco).

O vagão é dividido de 4 em 4 assentos com uma mesa no meio. Não há como escolher os assentos, mas para reunir um grupo basta as passagens serem compradas por uma pessoa só.

lanche da ida:

Abaixo o lanche da volta. Nesse trecho teve uma apresentação com desfile para enterternos já que a volta aconteceu já a noite.

–  a expedition é a categoria de trem mais barata da Peru Rail, que tem vagões mais simples e janelas menores.

Conseguimos o Vista Dome em uma promoção (descoberta no Melhoresdestinos.com), por um custo de USD 55 ida e mais USD 45 para a volta.

E um lembrete: é preciso levar o passaporte para embarcar no trem.

Bom, sem mais delongas depois de 3 horas (saimos as 7 horas da manhã da estação de Cusco) de passeio de trem, chegamos a Águas Calientes.

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estação de Cusco.

Junto da estação de Águas Calientes tem um camelódromo que vende souvenirs e outras coisas, mas esse não é o lugar mais barato para esse tipo de compras (o mercado de São Pedro em Cusco foi o mais em conta, comparado até com os mercados de La Paz). Mesmo assim se tu quiseres dar uma olhadinha, faça isso na volta para não correr o risco de perder o trem.

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Chegando em Águas Calientes tem se de desenbolsar mais um pouco (o transporte mais caro que já pagamos para um trecho tão curto) pela van que leva até a entrada do parque.

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rua principal de Águas Calientes, onde se pega o ônibus para subir a Machu Picchu.

O que existe é uma linha de micro-ônibus que sobe até a entrada do parque e depois desce até Águas Calientes  novamente. As passagens são comercializadas no ponto de ônibus que fica na rua principal ao lado do camelódromo. As passagens custam para turistas estrangeiros USD 24,00 ida e volta e pode ser pago no cartão, porém só das bandeiras master e o amex, então, se você não tiver um destes, leve dinheiro (soles ou dólares).

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Chegamos no parque depois de 20 minutos e lá apresentamos nosso ticket de entrada que custou 150 soles, adquirido no site oficial de Machu Picchu:

http://www.machupicchu.gob.pe/

Há duas opções de horários (manhã e tarde) para visitar o parque e o público é limitado  a 3000 pessoas por turno (é preciso comprar bem antes essa entrada para não ficar sem, pois as vezes há datas esgotadas).

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entrada do parque. Vejam a fila imensa para pegar o ônibus de volta a Águas Calientes, então considere ela mais o tempo de descida de 20 minutos para chegar a tempo de pegar o trem para a volta.

Outro serviço que é oferecido são os guias; eles explicam a história do lugar e suas teses. A visita guiada leva 2:30hrs e custa em média 50 soles para cada pessoa do grupo que pode ter no máximo 15 pessoas (o grupo é formado pelo guia de acordo como vão chegando os interessados).

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na sombra rola umas explicações a parte sobre o lugar, se tiver como pagar, acho válido.

Fomos sem guia pois o Jackson já havia estado ali em 2010, então achamos desnecessário este gasto. Entramos no parque e tínhamos mais 5 horas até a volta a Cusco de trem, então consideramos umas 3 horas de visitação e inciamos o passeio pela parte alta da cidade para depois ir descendo.

Assim que se dá os primeiros passos já se tem a primeira vista da cidadela e todas as vistas são belas e dão perspectivas diferentes. Vale muito a pena ver todo o complexo:

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primeira vista da cidadela e eu já estava armando o pau de selfie, hehehe.

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amante da agricultura, para mim sempre foi um sonho conhecer o lugar.

Outra surpresa do passeio são as alpacas que ficam andando livremente pelo parque. Além do entretenimento, elas ajudam a manter a grama baixa.

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essa danada atualizou a foto do perfil com meu celular.
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tão dócil que deu para ficar tão pertinho e tirar uma selfie nossa. Valeu amiga!
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em meio ao trabalho/almoço.

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Na verdade, a originalidade de Machu Picchu é de cerca de apenas 30%, o restante é resultado de uma reconstrução. Em alguns pontos até telhados de palha foram reconstruídos, oi que não deixa de ser bom, para se ter uma idéia melhor de como era o lugar na época dos Inkas. O lugar é constantemente limpo, tanto que até os matinhos que crescem em meio as pedras são retirados manualmente (achei um milagre não fazerem uso do veneno).

Outro cuidado que estão tendo com a cidadela é a limitação do público e delimitação dos espaços para se caminhar.

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neste gramado por exemplo, que fica no centro da cidadela, antigamente se podia circular. Agora ninguem pode andar ali.

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o pessoal da limpeza, tirando os matinhos com ajuda de espátulas, para não agredir o solo com uso de venenos.

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Esse canto me passou pela cabeça ser algo como uma arena, para reuniões…as idéias vão surgindo sobre o que pode ter mesmo sido Machu Picchu.
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essa pedra (topo dela) é para ser uma maquete da cadeia de montanhas onde está Machu Picchu.
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uma pena não terem refeito os telhados de toda a cidadela, imagina o contraste da palha com esse verde somados ao cinza das pedras, devia ser magnífico.
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Estes terraços segundo dizem, eram locais de plantações

Uma dica do que vestir para esse passeio: Roupas leves, mesmo no inverno (caminha-se o tempo todo ao sol), filtro solar, boné e óculos. Calçados (tênis) de sola grossa, pois há lugares onde foi colado uma espécie de passarela furadinha, jamais use sapatilha que geralmente tem a sola fininha.

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E depois de 3 horas em meio as ruínas voltamos a entrada do parque para tomar o ônibus de volta a Águas Calientes.

A fila para pegar o ônibus na hora de nosso retorno não foi muito grande. Ficamos ali esperando uns 15 minutos, mas como falei acima, quando chegamos a fila que tinha para descer a Águas Calientes era quilométrica.

Depois de uns 20 minutos de descida da serra (de ônibus) estávamos de volta a Águas Calientes. Demos umas voltinhas pela cidade… chegamos na praça e por lá acontecia uma apresentação folclórica. Depois escolhemos um bar e tomamos uma cusquenha negra (muito boa por sinal).

O dia finalizou novamente no trem, que na volta nos deixou em Ollantaytambo e de lá pegamos uma van por 15 soles até Cusco.

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na volta tivemos a sorte de sentar nos primeiros bancos, pena já estar escuro.

A experiência em Machu Picchu foi cara mas com certeza inesquecível. Então ao menos uma vez na vida, indico ir.

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#falidamassatisfeita hehehe

Grande abraço fridinhos, até as minhas próximas férias.

 

 

 

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