Lago Humantay em Cusco

Esse passeio não é muito conhecido pelos brasileiros, não entendo o motivo porque é simplesmente imperdível de tão maravilhoso.

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Imagina, como esse postal de Cusco não havia sido espalhado pelo Brasil, agora pelo menos meus amigos tem a sorte de saberem hehehe.

Na verdade eu mesma não conhecia esse lugar e um dia olhando as marcações no instagran de Cusco o encontrei e aí virou desejo. E digo mais, é muito mais bonito ao vivo, heheh, sempre né?!

Para os Cusquenhos o Lago de Huamantay não é só um postal, ele é considerado um lugar sagrado. Huamantay significa “a cabeça que dá a vida”. Acredita-se que exestiam canais (aquedutos) que levavam água do lago para a população inka que vivia nas redondezas.

O lago é formado pelo degelo da montanha atrás e tem essa cor esmeralda por conta dos minérios que há na região.

Além de lindo, o lugar tem uma energia muito boa; acredito que seja pela adoração que os peruanos tem pelo lugar e como escrevi acima, a lagoa significa muito para eles, como disse o guia: – Água é vida. A lagoa de Huamantay significa vida para nós.

O lago está a 4630 metros de altitude aos pés da montanha Salkantay. Algumas pessoas relatam mal estar por conta da altitude, mas para essas pessoas os guias costumam levar tubos de oxigênio, (peça antes ao guia se ele realmente está levando). Também há possibilidade de se contratar um cavalo para te levar na subida, sim um cavalo! o custo é de 70 soles pela carona.

Quando ir:

É imprescindível que se vá no inverno (período seco), pois quando acontece o degelo devido o calor o lago fica com cor de barro. Por isso, o período de dezembro a março não é recomendado.

O passeio inicia as 4:30 da manhã com saída do hotel. Andamos por mais de duas horas de Van até o lugar onde foi nos oferecido um café da manhã (incluso no custo do passeio).

Depois de alimentados, trocamos/tiramos a roupa de frio exigida para a madrugada. Aliás, dicas do que vestir: O ideal é calçar um tênis bom para subidas (não escorregadio) e para encarrar um pedregulho.

Roupas leves (na subida esquenta e ficamos de camiseta) mas é essencial levar um casaco para vestir no topo e na descida que é quando esfria bastante.

Como é um lugar muito alto é recomendável o uso de filtro solar; achava impossível pelo frio mas peguei uma corzinha, hehehe.

Depois, andamos por mais uma hora de Van, agora por uma estrada de terra e que só cabia um veículo em grande parte do trajeto. É uma região montanhosa, tudo em meio a penhascos. A comunicação era na base da buzina para os veículos que vinham no sentido contrário nas curvas fechadas sem nenhuma visão. Fiquei com medo das buzinadas não funcionarem, mas foi tudo tranquilo.

Chegamos numa espécie de camping onde incia a trilha ao lago e também dali parte uma trilha alterantiva até Machu Picchu. Ali existe uma estrutura que oferece cobertura para as barracas ou até mesmo barracas tipo bolha para quem quer pernoitar. Achei bem interessante.

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as lonas verdes são um tipo de “acampamento bolha”. Achei bem bacana pois são praticamente um quarto.

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Ali iniciamos nossa trilha e o guia (que aliás foi muito atencioso com todos nós) nos entregou um bastão que ajudou muito na subida e descida. Outra coisa que ele nos ofereceu ao longo da subida foi um fluido para ajudar na respiração (uma mistura de ervas que chamam de Água de Florida Murray y Lanman) para passarmos nas mãos e cheirar. Ajudou muito, tanto que no outro dia em Cusco, no mercado São Pedro comprei uns frascos para trazer para o Brasil.

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tem algumas empresas que oferecem o café da manhã ali mesmo.
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O start foi dado e já sabíamos que não seria fácil mas que compensaria muito.

Caminhamos por uns 20 minutinhos e chegamos a um ponto onde iniciaria a subida. Ali havia um bar e um banheiro (última oportunidade), e adivinha? Descobrimos que os Brasileiros e os Mexicanos são os mais propensos a uma cervejinha, fomos os únicos a não abrir mão desse prazer; fiquei com vergonha pois pensei que todos do grupo iriam aproveitar a oportunidade, imagina se não?! hehehe.

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teve quem já na primeira oportunidade subisse no cavalo. Eu pensei em deixar para PENSAR na necessidade mais acima, mas o valor é o mesmo no início ou no meio do morro.
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nesse ponto é a última oportunidade para montar no cavalo e ser puxado pelo acompanhante. Avaliei meus batimentos e ainda pensei na vergonha de precisar além do cavalo, o senhor que o puxaria. Seriam 2 seres ocupados com minha preguiça, mas claro, se eu estivesse perto da sensação sentida na noite na ilha ou de quando subi o Chacaltaya, pagaria até mais e sem vergonha, hehehe.
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seguimos com nosso grupo. Haviam no mńimo umas 500 pessoas subindo ou descendo. O lugar é bem movimentado.
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a trilha é toda em meio aos pedregulhos, então é preciso ter cuidado para não resvalar ou virar o pé. O calçado ideal aqui é tênis antiderrapante.
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quando a subida ficou bem íngrime, a moça do cavalo teve medo, até pediu para descer. Acho que eu faria o mesmo, hehehe

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quando se chega ao lago, tem uma galera que tenta (uns conseguem) subir num monte elevado que dá uma vista do lago e da montanha de cima. Eu já achei o máximo não ter precisado ocupar o cavalo, então fui ao lago batrer mil selfies (que não ficaram boas pois esqueci de limpar a lente da camera frontal, que estava toda empoeirada).

A trilha é uma subidona que dura em torno de 1:30 e 2 horas; em alguns trechos o esforço é máximo, mas não passei mal como em Chacaltaya. Para mim foi cansativo mas sem demais problemas com a altitude. Fui para esse passeio com os 70 soles separados para pagar o cavalo que imaginava quase obrigatório pra mim, mas não sei o que aconteceu, se foi o guia que nos deixou tranquilos quanto ao tempo de subida (e olha que nem fomos os últimos ao chegar ao topo), ou se simplesmente o esforço é bem menor que em Chacaltaya (Chacaltaya é muito mais alta que Humantay, lá são 5395 metros contra 4630 metros de Humantay).

Chegamos no final da trilha e estávamos todos cansados, mas em segundos trocamos as feições por semblantes encantamentos.

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Fiquei boba com a cor da água, que muda muito dependendo do ângulo. A natureza é mesmo divina, perfeita!

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Outra coisa importante, enquanto estávamos ali por duas vezes aconteceram avalanches, com estrondos fortes; o guia nos falou que há estudos que dizem que em 15 anos é bem provável que não tenha mais a gelo na montanha e por consequência, não haverá mais o lago! culpa do aquecimento global.

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momento de contemplação. O lugar exige e merece um tempo de adimiração e adoração.

Ficamos em volta do lago por cerca de 1 hora, um tempo bem bom. Inicialmente foi nos dado um tempo para tirar fotos e depois nos reunimos com o guia para um ritual (uma oração feita por ele e depois ele tocou um instrumento, algo como uma flauta) e nos explicou um pouco sobre o lugar. Foi emocionante até para os mais pragmáticos.

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Depois tivemos mais um tempinho para apressiar a vista e nos despedir do lugar. Mais tarde inciamos a descida que levou mais de uma hora pela mesma trilha em que subimos.

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No início da descida descobri que a beleza também estava ás nossas costas; o vale é fantático.

Sabe aquela expressão “para descer todo santo ajuda”? Pois olha, aqui só ajuda se tu tiver prudência, pois tivemos que descer bem vagarosamente e cuidadosamente porque se não desceriamos rolando e quicando nas pedras. Aliás, esse é o motivo pelo qual os cavalos só levam as pessoas na subida, na volta eles voltam solitos.

Chegamos até a Van e seguimos por uma hora novamente até o restaurante onde almoçamos. Era o mesmo restaurante onde nós tinhamos tomado o café da manhã. O almoço foi gostoso e estávamos todos famintos. Tinha sopa de entrada e um buffet bem completo e gostoso, incluindo suco/chá de ibisco e sobremesa (essa não era assim algo que se pudesse dizer – poxa, que delícia).

 

Depois de almoçarmos, tomamos a Van, andamos por mais de duas horas e já era noite (19:00 horas) quando fomos deixados próximo à praça de armas (pra nossa sorte, em frente ao nosso hotel).

Informações:

O custo do passeio foi de R$ 200,00 no decolar, já com café e almoço incluso.

Esse passeio também se pode contratar nas agências da cidade por cerca de 100 soles (quase metade do preço). Resolvi investir uns pilas a mais para garantir o passeio pois só tinha esse dia livre para ir e a vista do Humantay foi um dos motivos de eu ir a Cusco.

Uma observação sobre esse passeio: quando estávamos subindo (ainda na van) o guia nos fez um apelo de não usar drones lá (havia uma pessoa que estava levando um). O guia explicou que isso espanta os condores e há tempos eles já não são mais vistos por lá por conta dos drones. Tenho visto no instagram fotos de lá tiradas de drones e não sei se foi resguardo demais do nosso guia ou essas pessoas não respeitam a regra; De qualquer forma, resolvi comentar isso pois acho que estragaria o clima do passeio ser xingado por isso.

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outras proibições na placa. O guia também nos pediu para não brincar de jogar pedras no lago. Disse que para eles isso seria uma ofensa pois o lago é sagrado; pensei ser desncessário pediri sso pois só haviam adultos ali, mas sabe…

Enfim, se fores a Cusco, esse é o segundo passeio (atrás de Macchu Piccho é claro) mais interessante para se fazer por lá.

Grande abraço.

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