Isla del Sol, como chegar e o que fazer.

Para fazer a ligação entre Bolívia e Peru ser perfeita eu escolhi fazer uma parada na Isla del Sol, mas ela custava horas e horas de ônibus (único jeito)… vi umas fotos de lá e decidi que valia a pena.

Saímos de La Paz em sentido Copacabana de ônibus, escolhemos a agência Diana Tur (que ficava dentro do nosso hotel Sagarnaga) pela praticidade e praticamente o mesmo preço do ônibus que sairia da rodoviária.

O custo foi de 40 bolivianos por pessoa e a viagem dura 4 horas.

Saímos as 7h da manhã do hotel, fizemos uma parada e depois, quando chegamos em San Pablo, descemos do ônibus e atravessamos de barco até San Pedro de Tikina, outro lado do lago Titicaca. Foi uma travessia rápida de uns 15 minutos e se paga separado, mas fique tranquilo que são só 2 bolivianos. Os barcos que atravessam essa parte do Titicaca são pequenos e velhos, mas o trajeto é tão curto que não dá tempo para sentir medo (então, se tu souberes nadar não vai ser difícil a sobrevivência em caso de M.).

 

 

Só tenho a dizer que fiquei espantada com a cor do lago Titicaca. A água é cristalina e linda. Dá um toque a mais na viagem.

Um pouquinho sobre o Lago Titicaca:

O lago dos Andes, que faz fronteira com o Peru e Bolívia é considerado o maior lago da América do Sul e é o lago navegável mais alto do mundo, ficando a 3812 metros de altitude.

Depois, tomamos o ônibus novamente e seguimos à Copacabana; lá chegamos às 11horas.

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Chegando em Copacabana e entendendo o porque do nome, uma homenagem a nossa Copacabana-RJ.

Como chegamos em Copacabana e tínhamos um tempinho até o horário dos barcos que lebam a ilha (partem todos as 13:30) resolvemos almoçar. Foi um achado muito bom e por isso recomendo o restaurante. Chama-se La Choza.

 

De Copacabana gostaria de dizer que a impressão foi de que era uma cidade praiana, vibe boa e com vários barzinhos convidativos; então, se por ventura ficar uma noite por ali pode ser válido, mas claro, desde que não seja uma troca pela Isla del Sol, que é muito mais legal.

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Copacabana: lugarzinho simpático que tem vibe de praia

Aí, para se chegar à Isla del Sol pegamos um barco, uma travessia de 1:30 de Copacabana até a ilha.

Se compra a passagem na beira do lago a um custo de 20 bolivianos para ir e 25 para voltar. Talvez pensem que os turistas comem muito na ilha e por isso a volta custa mais caro (por causa do peso maior rsrsrs). Outra dica importante: tanto para os barcos e qualquer outro gasto na ilha, não se aceita cartão de crédito e não há caixa eletônico.

Para pegar o barco precisa estar no ponto 20 minutos antes. Os horários dos barcos são os seguintes:

De Copa a Isla, 13:30

Da Isla a Copa, 8:30, 10:30 e 13:30

 

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O trajeto de 1:30 é muito bonito e fique atento para ver o momento que o barco passa por uma passagem bem estreita; é bacana nesse momento ficar do lado de fora do barco e também tem-se a possibilidade de subir no teto do barco onde tem bancos e onde os mochileiros malucos passam o tempo todo da viagem pegando uma ensolação.

Chegando na ilha é preciso desenbolsar mais 10 bolivianos, que é uma forma de pedágio para a população que vive lá.

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A cobrança é feita já no pier mesmo pelas Cholas e elas te dão um recibo amarelinho.

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na chegada já se vê que a ilha é linda e a passada por ali se fazia imperdível.

Outra utilidade pública bem proveitosa são os carregadores de malas. O serviço do “autoburro”, custa entre 30 e 40 bolivianos dependendo de onde ficar seu hotel. Esse serviço se faz muito necessário, pois os hotéis (os melhores) ficam no topo da ilha e subir sem nada nas mãos já é um desafio, com malas então é um castigo, hehe. Mas dá uma vergonha e pena dos burrinhos, mas vai por mim que eles ficam felizes de ganhar um trocado pois esse é um dos únicos ganha pãos deles.

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este tinha voltado do super, hehehe.

E o que fazer na ilha?

Existem várias trilhas que se pode fazer, existem até guias (moradores da ilha mesmo) para isso. O principal penso que é estar pela rua no horário do por do sol. Melhor é perguntar no hotel onde ele se põe e estar por lá apartir das 17 horas.

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início da trilha até o ponto onde se vai no inverno para ver o espetacular por do sol.

O povo é simples e quase todos vivem do turismo. Vale dar uma volta pelas ruelas e ver as casinhas com quintal onde eles guardam seus veículos (burros).

 

A ilha é linda a qualquer hora do dia mais ao amanhecer e o entardecer realmente é espetacular. Então fomos em sentido ao topo da ilha onde o sol ia se por.

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fomos subindo e a cada vez a vista se tornava melhor; 360 graus de pura beleza

Chegamos no topo da ilha e ficamos por lá contemplando a vista. Havia umas pilhas de pedrinhas e entendi ser uma tradição fazer o mesmo. Encarai como um encontro com o equilíbrio, desculpa meu pragmatismo, hehehe.

 

Estar a dois foi muito interessante nesse fim de tarde, pois a medida que o sol foi baixando o frio foi aumentando. Foi gostoso curtir o momento.

 

No meu insta postei uns vídeos  desse fim de tarde; aqui eles consomem muitos “kbytes” e to pobre de espaço.

Depois do por do sol já podes procurar um restaurante, a cidade dorme cedo e depois das 20h não se encontra mais ninguém nas ruelas. Acho que isso é um costume pois fazem poucos anos que ela tem luz elétrica, aliás eu fui pensando ainda não ter, mas confesso que fiquei bem contente com um banho quentinho. Já pensou?! Tomar banho gelado em temperaturas negativas, credo!

Uma coisa bem util por ali é uma lanterna, pois a cidade já tem energia elétrica, mas só nas casas (não tem iluminação nas ruas), então para achar o restaurante ou o hotel a lanterna vale ouro, ou pelo menos para não dar um tropeção nos pedregulhos que formam a pavimentação rustíca da rua.

Minha dica de restaurante fica ao lado do hotel que fiquei, muito por conta da praticidade e muito mais porque já tinha sido me recomendado. Valeu a pena.

Foto do restaurante durante a noite e dia:

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Restaurante Pachamama, fica no lado oposto da ilha considerando o lugar em que somos deixados pelos barcos, então suba toda a ladeira e atravesse o topo e na ultima rua estará o melhor restaurante da ilha e o melhor hotel e isso não é jabá, como sabem não ganho nada para isso (ainda hehehe).

O restaurante tem vários pratos, mas o que vale mais é o “menu”, sequencia de entrada (sopa ou salada) prato principal (carne, peixe, massas) e sobremesa ou suco. Isso a um custo de apenas 35 bolivianos. Muito importante: assim como em toda a ilha, o restaurante não aceita cartão.

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Pedimos sopa de Quinoa de entrada e Truta a la plancha de prato principal. Estava ótimo

E hotel? O melhor lugar para se ficar na ilha é onde se tenha vista do lago. O nosso hotel achei perfeito e gostaria de sugerir, é o Intikala. Custou 350 bolivianos, mas o quarto além de vista da janela para o lago tinha também uma varanda privada. No verão o por do sol acontece de frente para o quarto! Embora que, mesmo o sol tendo se posto um pouco mais pro lado, foi lindo quando cheguei no quarto e vi aquele colorido ainda, foi um presente.

 

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Vista do quarto.

Outra utilidade para dormir bem é levar junto para a ilha os comprimidos para o mal da montanha, pois foi o lugar onde mais tive a tal taquicardia; acordei no meio da noite com o coração acelerado e por 4 horas ele ficou assim, no compasso de uma escola de samba. Tão logo farei uns exames para ver se é só coisa de montanha mesmo, foi assustador.

O café da manhã é gostoso mas simples como em toda a Bolívia, servido na mesa pela Chola e sua filha. (não sei como conseguem carregar um peso de uma criança por tantas horas e achar isso normal.

 

E o endereço do hotel? Não tenho como dar pois as ruelas não tem nome, mas assim quem achou o hotel para nós foi o burro que carregou as malas, hehehe, somente o seguimos.

 

Impressões do lugar: a ilha já tinha sido visitada pelo Jackson; na época não havia energia elétrica. E desde então se vê um grande avanço, agora com energia elétrica e Wi-Fi nos hotéis. Os restaurantes possuem Wi-Fi mas alguns cobram para fornecer a senha (cerca de 10 bolivianos a hora).

Os bolivianos da ilha são humildes e generosos na grande maioria. Conversamos um pouco com o carregador de malas que para subir usou um burro para distribuir os pesos e na volta ele mesmo carregou tudo e disse que o burro havia trabalhado demais e estava descansando. Ele nos contou sua história nas poucas palavras que fala em português, pois ele não fala espanhol, e sim a língua nativa dos índios da região (Aimara). Ele nos contou que morou em São Paulo por 2 anos, voltou porque os documentos venceram (imagino que seja um visto). Trabalhava com costura de roupas por 13 horas seguidas e dormia junto ao seu local de trabalho; imagino ser um desses atelieres clandestinos de São Paulo que volta e meia são descobertos. Impressionante como ainda em 2018 existe este tipo de trabalho escravo no Brasil, uma vergonha! Mas pasmem, ele voltará em julho pois na ilha o trabalho é escasso.

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último registro da ilha da qual mesmo passsando errado a noite (taquicardia) sempre lembrarei do final de tarde perfeito que tive.

Saímos da ilha voltando à Copacabana (de barco por mais 1:30) e de lá pegamos o ônibus a Puno e depois Cusco no Peru. Partimos as 13:30 da tarde com a Tour Peru, um ônibus de dois andares aparentemente confortável, tudo certo pelas próximas 4 horas.

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Aqui passamos por uma roubada da qual quero poupar vocês: compramos a passagem até Cusco no Diana Tur, mas não sabíamos que na verdade todos os ônibus param em Puno e lá se faz a troca de ônibus para ir a Cusco. Quando paramos em Puno então a agente da Diana Tur foi comprar nossa passagem dali a Cusco (aí já estranhamos e ficamos desconfiados, pois achavamos que a passagem que compramos seria única e da mesma empresa que tínhamos escolhido, a Tour Peru. Não imaginávamos o caos que estava por vir. Depois de uns 40 minutos embarcamos no ônibus da tal empresa Power, um ônibus caindo aos pedaços e de pronto já havia umas três Cholas embarcando junto com nós e cheias de muambas. Assim descobrimos que esse ônibus da empresa POWER é utilizado pelas Cholas que compram bujigangas para revender em Cusco. Pensamos ser ruim seguir por 10 horas num ônibus de assentos simples. Mas até então não estava tão apavora e ainda brinquei que “quem tá no inferno abraça o Diabo”, opa, a Chola. hehehe (não tenho nada contra elas, mas que são bem incovenientes com suas bujigangas e falta de educação, isso são!).

O problema foi aumentando a medida que o ônibus foi parando em várias cidadezinhas pelo caminho e ficou terrível quando o ônibus lotou de Cholas e cada uma tinha no mínimo 3 sacos enormes e como não coube mais no bagageiro, as coisas foram distribuídas pelos corredores e inclusive na frente do banheiro. Se não bastasse a situação de sufocamento e mal cheiro, elas ainda chingavam o motorista a cada vez que ele fazia uma parada, mandavam ele seguir com palavrões inkas. O clima era tenso e só tive sossego as 2h da manhã quando chegamos na rodoviária de Cusco.

Uma observação: Pouco depois que embarcamos, em 10 minutos e já chegamos à imigração de Bolívia onde damos baixa no passaporte e caminhamos 200 metros e já estávamos dando entrada no Peru.

 

Então a dica é a seguinte, compre em Copacabana a passagem até Puno pela Tour Peru (que são 4 horas de viagem) e lá na rodoviária de Puno compre a passagem até Cusco pela Trans Salvador, que são ônibus para turistas (fileiras de 3 bancos nos dois pisos, com inclinação de 160º). O custo de Copacabana até Puno é 20 bolivianos e de Puno até Cusco de Trans Salvador 80 soles.

Ufa! A próxima postagem já será de Cusco no Perú!

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