Lisboa: um dia de trapalhadas e gargalhadas.

Eu poderia dar dicas de Lisboa de onde comer onde dormir, ou até mesmo falar da belíssima luz de Lisboa. “But”, eu preciso dar como título para este post: Lisboa, um dia de trapalhadas e gargalhadas!

E nem digo isso pelo lugar comum de que português é atravessado, não, eu não sou preconceituosa e juro que nem pensei/lembrei disso quando desembarquei por lá.

Lisboa nos veio de brinde na nossa trip européia; isso mesmo de grátis! presentinho da TAP que remarcou nosso voo para o dia seguinte. Então, “ cavalo dado não se olha os dentes!” Faríamos conexão em Lisboa e a ideia era descer de um avião e subir noutro com destino a Porto Alegre. Porém o voo foi cancelado e a Tap nos ofereceu esse dia em Lisboa com hospedagem paga num dos melhores hotéis da cidade, localizado na parte histórica de Lisboa. Poxa, nem sabíamos se precisava responder o questionamento por email, mas todavia foi um SIM bem enfatizado que finalizamos o email, isso antes mesmo de embarcarmos.

Acho que por isso achamos graça de tudo. Talvez se tivéssemos pago por este dia de trapalhadas iríamos ficar furiosos.

O hotel que ficamos foi o “Mundial”, 4 estrelas, quartos luxosos e com um café da manhã sensacional.

Ainda assim tinha um plus, o hotel é também um ponto turístico. Nos finais de tarde o terraço vira um bar e os turistas sobem para terem uma bela vista de Lisboa contemplando o crepúsculo.

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(foto da internet)

Do nosso quarto se tinha uma bela vista do Castelo de São Jorge. Peguei no sono adimirando ele e acordei com ele mais lindo ainda diante de meus olhos, foi incrível.

Amei a vista do quarto, mas o que queria mesmo era ter visto a vista do terraço, o que não foi possível por conta de uma sequência de trapalhadas… mas no final de tudo, ainda assim fiquei muito feliz pela oportunidade de incluir Lisboa na trip e ainda ficar num hotel tão luxoso quanto esse, onde os quartos podem custar até R$ 1000,00 a diária. Jamais seria uma escolha nossa, então deu para ter um gostinho dessa vida boa que o povo de grana tem, hehehe.

Segue o site do hote; se estiver a procura de um hotel de alto nível, recomendo fortemente: http://www.hotel-mundial.pt/pt-pt/

Dito isso, vamos aos relatos desse dia “funny”:

 

O hotel fica em frente a praça de Martim Moniz e de lá saia o Tram elétrico 28, nossa escolha para fazer um tour de uma tarde pelos principais pontos turísticos de Lisboa.

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ao fundo o hotel Mundial, em frente a praça de Martim Moniz.

Aqui já tenho um “causo” a contar:

O povo formou uma fila bem grandinha pra pegar o trem; passados uns 20 minutos já tinham saído dois trens (como o da foto acima) e não chegou a nossa vez. Então estávamos a espera do próximo que demorou mais 20 minutos e quando este chegou, ele não parou no mesmo lugar que os outros dois primeiros – digo bem na nosa frente, onde havíamos formado nossa fila e éramos os primeiros – ele parou atrás de nós e um pouco mais para baixo, sendo assim a fila inverteu, isso mesmo, quem estava na frente (nós) ficamos no final da fila. Nessa hora me deu um ranço, não só em mim como em todos que ficaram desfavorecidos, mas os favorecidos apenas riram e embarcaram na maior cara de pau. Nessas horas se entende um pouco do porque da educação do brasileiro, daquela ideia de levar vantagem, tirar proveito de tudo… Acho que pelo menos o motorista do tram deveria ter dito algo, e também os turistas, que eram na grande maioria portugueses, deveriam ter usado do bom senso. Mas não.

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o tram comentado acima, passou e parou no trilho em frente a casinha da Kibon (vermelha e branca)

Bom, isso nos deixou chateados mas ainda não a ponto de abandonar a fila; permanecemos por mais 20 minutos e finalmente chegou a nossa vez:

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Aleluia, depois de 1h e 10 minutos de espera subimos no famoso tram 28.

Andamos por uns 10 minutos e o segundo “causo” aconteceu: o tram parou, primeiro pensei ser um semáfaro, mas não era; olhei para frente e lá estava um carro da polícia e uma ambulância parados bem em cima do trilho do trem. O motorista sorriu e disse que esperaríamos o atendimento a uma pessoa que havia passado mal na calçada terminar; isso mesmo, a pessoa passou mal na calçada, mas a polícia e a ambulância não estacionaram junto ao meio fio para tal atendimento, trancaram nossa passagem e só depois de mais de meia hora a pessoa já restabelecida desceu da ambulância caminhando e seguiu, nós também seguimos. Nesse meio tempo meu marido desceu, foi em um mercado, voltou e eu bati selfies adoidadamente:

Como se não bastasse a perda de tempo, tive que aguentar o turista russo a minha frente debochando de minhas poses. Agourou muito, mas uma saiu bem né. hehehe

Depois de então mais meia hora parados pelo “causo 2” seguimos rumo ao “causo 3” (credo, era para ter se benzido antes de sair do hotel rsrs) mas como eu não acredito nisso, o dia foi de causos, hehehe.

O terceiro causo se deu na subida de um dos morros do bairro Alfama em sentido ao Bairro Alto.

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tira a placa e denuncia minha gente!

Essa parada foi causada por uma moradora de Lisboa que resolveu ir a uma lojinha e “abandonar” seu carro bem em cima do trilho do trem. O problema era que ela deve ter provado a loja inteira, pois voltou depois de quase uma hora. Pasmem, nesse tempo todo o motorista buzinou por várias vezes (isso era ensurdecedor), mas a mulher não ouviu ou não se tocou. Então ele anotou a placa e desceu do tram para aguardar, assim como os passageiros.

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veja a fila de trens que se formou por conta dessa tosca moradora de Lisboa.

Depois de um pouco de mais 1 hora apareceu a “Florisbela”. Chegou disfarçando e entrou no carro e seguiu fugida; A vaia foi grande.

Andamos mais um pouquinho e chegamos no primeiro paradouro, o Portas do Sol. Um lugar bacada que dá uma vista muito bonita do bairro Alfama e da Igreja de Santa Luzia. este mirador fica bem próximo ao Castelo de São Jorge e o outro mirador que é o Miradouro de Santa Luzia, então para diminurimos os causos, fizemos todos esses pontos a pé.

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Uma parte da vista do Mirador Portas do Sol.
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Outra parte da vista.

Dali fomos ao Castelo de São Jorge.

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Essa atração é paga, custa € 7,50 euros a entrada.

Lá dentro a principal atração é a própria vista da cidade que se tem ao andar pelas muralhas, essas que esbanjam história. Foi ali que nasceu a capital portuguesa e uma das cidades mais antigas da Europa.

Do castelo seguimos ao mirador de Santa Luzia, que oferece uma bela vista do Rio Tejo, juntando numa foto só duas belezas de Lisboa: os ladrilhos e a luz (que para mim é a luz mais bonita da Europa). Cartão postal.

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Miradouro de Santa Luzia.

Dali partimos explorando as ruelas e avistando os prédios revistidos pelos famosos azulejos da cidade alta. Deve ter sido bem carinho na hora de construir, mas a manutenção disso é quase zero, não precisa pintar, somente manter limpo. Adorei, achei prático e lindo, queria minha casa assim revistida. Vejam nas fotos abaixo:

Depois de perambular tomamos novamente o Tram 28, desta vez descemos até a praça Marques de Pombal.

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foto das descidas bruscas em que a gente pensa que aquela coisa antiga vai se partir ao meio e a gente dar de cara com uma parede centenária, não estava muito positiva quanto as coisas depois de tantos “causos” heheh
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praça Marques de Pombal.

Dali mesmo pegamos novamente o tram 28 e seguimos para o último causo do dia.

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a minha cara de lá vem outro causo, rsrsrs

O último “causo” foi obra do motorista do tram. O cidadão anunciou sem mais nem menos no meio de uma rua deserta (já era noite):

– Fim da linha! Podem descer!

– Como assim? Esse tram não termina sua rota em frente ao Hotel Mundial, na Praça Martim Moniz?

– Aqui é fim de linha. Em 20 minutos parte o tram para a praça. Vocês precisam descer e esperar na parada mais abaixo.

Dito isso descemos e nos sentamos no banco e ficamos esperando o tram sair e aparecer o outro em que iríamos embarcar, mas o tram ficou parado o motorista desceu e fumou durante os 20 minutos (nas fotos abaixo pode-se ver isso), depois subiu e conduziu o tram até a nossa parada. Nós com cara de bobos subimos no mesmo tram, mas antes disso tivemos que pagar uma nova passagem, € 1,40 euros; isso era o objetivo!

Depois de mais uns minutos a bordo do Tram 28 chegamos no nosso hotel.

Dito tudo isso, mesmo com todos os “causos” no TRAM 28, recomendo o passeio. Acredito que foi uma coisa atípica, não deve ser sempre assim. Mas fica a dica, se o tram parar, quem sabe seja o caso de sair a pé e depois pegar o outro que passar na sequência.

Ou, você também pode optar por contratar um dos “tuctuc” que circulam como táxis e te levam por toda parte, dando uma visão diferente de Lisboa. Se eu ficasse mais dias, pelo menos uma corrida de uma esquina a outra eu faria com um deles.

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E por fim o que ficou faltando foi ir a Torre de Belem e comer o tal pastel com o mesmo nome.

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foto da internet. Torre de Belém.

 

E uma última dica, sobre o clima. Não recomendo ir em julho e agosto, pois são os meses mais quentes por lá, onde as temperaturas podem chegar a 40 graus e sendo assim eu acharia terrível caminhar pelas ruas de paralelepípedo. E falando de temperatura, Lisboa não é o tipo de lugar de bater queixo no inverno; as temperaturas mínimas chegam a 8 graus… eu, como gaúcha considero isso só um “friozinho”.

Então, como podem ver na foto acima tenho motivos fortes para voltar a Lisboa, para quem sabe mais alguns “causos”. Eles estão recebendo os brasileiros de braços abertos, inclusive com oportunidades de trabalho. Quem sabe você que está lendo esse post não seria alguem que poderia se aventurar?

Até a próxima!

 

 

 

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