Bariloche – Circuito chico de bike e Cerro Campanário.

Circuito Chico em Bariloche!

O circuito chico (circuito pequeno) em Bariloche, percorre trechos ao longo do Lago Nahuel Huapi, uma região montanhosa que reserva vários cantos de beleza estonteante.

Pensamos na melhor maneira de conhecermos Bariloche e considerando a época que fomos – verão Patagônico –  acabamos optando por fazer o famoso Circuito Chico pedalando!

E foi uma ótima ideia; melhor experiência da viagem.  Sempre gostei de pedalar, algumas das melhores lembranças de minha infância são as sobre a BMX roxa e verde metálico que eu tinha.

Sempre que possível alugamos uma bike para conhecer os lugares que visitamos e quase sempre o passeio se torna o “the best” da trip. Em 2016 passamos por várias cidades européias e se fosse para dizer de bate-pronto o que mais gostei, seria o passeio de bike em Amsterdam.

Agora sobre essa trip… ver a Patagônia assim sobre duas rodas foi é e-s-p-e-t-a-c-u-l-a-r!

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E-S-P-E-T-A-C-U-L-A-R

Bom, chega de falar da minha emoção, vamos as fotos e dicas!

Iniciamos pegando um ônibus perto do centro cívico. Tenha o cuidado de pegar o ônibus que segue em sentido ao llao llao. A linha é a nr. 20; antes de partir pergunte o motorista se está indo para o Circuito Chico, pois para nós aconteceu de pegarmos o ônibus correto, porém no sentido errado e acabamos indo parar na rodoviária, lado oposto da cidade. Daí tivemos que descer do ônibus para o motorista fazer seu intervalo, esperar 20min e pegar o mesmo ônibus e pagar mais duas passagens. Esta trapalhada nos custou além das passagens a mais, cerca de 1h:30 do tempo perdido .

Então não seja tonto como nós e pegue o ônibus correto vivente!

O ônibus começa a circular as 10h e o custo da passagem por trecho é o equivalente a R$ 5,00; porém, para pagar o bilhete se precisa de um cartão do transporte público da cidade que pode ser adquirido nos comércios do centro.

Anda-se cerca de meia hora até o ponto de ínicio do Circuito Chico. Neste ponto desce a maioria da galera do ônibus; Alguns fazem o circuito caminhando porém nós preferimos as bikes.

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Este é o ponto de aluguel de bikes.

Ao alugar as bikes, ganhamos capacete, um mapa e algumas recomendações:

– pedale sempre pela direita da estrada.

– tome um cuidado maior a partir do hotel Llao Llao, onde o tráfego é intenso. (e é mesmo, da um medinho onde não há acostamento e nas descidas a magrela pega velocidade e é preciso muito equilibrio para não virar patê) fora isso o restante do trajeto é bem tranquilo.

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Esse é o famoso hotel Llao Llao, indicado para os abonados. Lindo né.
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esse é o porto que se chega com o Cruceandino, de frente ao Llao Llao.
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esse é o mapa do circuito; Também se recebe um destes impresso para levar na pedalada.

– São 30km de pedalada para fazaer o circuito e chegar novamente ao  ponto do rent-a-bike. Se por acaso você não aguentar a pedalada, há um serviço de “resgate”, hahah (deve dar uma vergonha ser resgatado né, hehehe).

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Como faz frio até no verão, não deixe de levar luvas e o lencinho, pois venda muito. E jamais esqueça de passar filtro solar. Use roupas leves, mas que ataquem o vento.

Depois de todas as recomendações do rent-a-bike, tomamos a estrada como se não houvesse amanhã e na primeira curva de morro acima já estávamos exaustos, porém satisfeitos com a primeira foto (que depois de todo o percurso foi apagada porque a cada momento se via algo muito mais lindo).

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primeira parada. Achávamos que esta era a vista principal, mas a medida que pedalávamos apareciam lugares ainda mais espetaculares.

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Foi um dia surpreendentemente lindo. Não imaginava que o norte da Patagônia seria tão deslumbrante!

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A pedalada de 30km é bem pesada pois tem muitas subidas de montanhas.

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essa foto é uma forma de protesto, hihi . O câmera ruim essa frontal do celular hehe. Vejam na foto anterior a beleza através da câmera traseira.
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Neste ponto paramos para fazer nosso lanche. Recomendo levar algo para comer pois não se encontra quase nada para comprar no trajeto.

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Além do trajeto de 30km na rodovia, existem dois ou três cantinhos especiais que ficam depois de percursos de chão batido. Fizemos uma pedalada extra de 1km e tivemos surpresas lindas.

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em um ponto pegamos uma estrada de chão para irmos a um cantinho cantinho especial.
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neste caminho extra do circuito tivemos a chance de fazer um pequeno downhill. Iupiii

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os cantinhos especiais!
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um close nessa água; precisava né?

Mesmo acostumados a pedalar distâncias até maiores, a região montanhosa e o vento dão maior dificuldade, mas valeu cada km de esforço!

Este circuito pode ser feito de varias formas.

Caminhando, para os amantes de trekking, porém leva um dia inteiro.

Pedalando, para os amantes de vento na cara, assim como nós. O aluguel da bike custa R$120 (para a bike melhor. Tem outra um pouco inferior que sai por R$ 100,00, ambas com capacete incluído). O percurso de bike leva cerca de 4 horas.

E por fim, há opção de fazer o circuito em excursão de van com paradas nos principais pontos, ao custo R$ 60,00.

De qualquer maneira é lindo!

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Depois de 4h pedalando, as 17h e 30 minutos (30 minutos antes de fechar) estávamos de volta ao rent-a-bike. Devolvemos as bikes (surpreendente como não pediram nenhuma garantia, em Amsterdã precisa-se deixar o passaporte na troca da bike) e fomos a pé ao cerro Campanário.

CERRO CAMPANÁRIO

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Andamos 500 metros e chegamos a entrada do parque “crentes” que subiríamos nas cadeiras do teleférico. Mal sabíamos nós que as 17:30 é o último horário de funcionamento. Então, nossa saída era encarar 1 hora de subida no cerro; e que subida! Se estiver com os tênis ruins é melhor desistir.

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seria tão mais fácil com o teleferico, hehehe
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Depois dessa subida de 40 minutos, chegamos ao topo (bem onde chega o teleférico).

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Uma vista de 360 graus de Bariloche!

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O teleférico custa 250 pesos.

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a vista do teleférico também deve ser linda; acredito que até mais estonteante do que a que tivemos quando chegamos ao topo.
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No topo funciona um pequeno bar, mas infelizmente pra nós, encerra as atividades no mesmo horário do teleférico.

Depois de contemplarmos toda aquela imensidão de lagos e montanhas, muitas delas com neve ainda, descemos o cerro; Quase em frente a entrada do parque fica o ponto de ônibus. Para voltar ao centro basta pegar novamente a linha nr. 20 (só não esqueça de ir com o cartão do transporte carregado, pois não há pontos de recarga nesta parte da cidade).

Próximo post é sobre o Circuito Grande, bem bacana também.

Até lá!!!

 

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